Eu sou um cara muito religioso, crente em Deus e que confia nos bens divinos. Quando eu ouvi o Metallica pela primeira vez, em 1997, quando tinha 9 anos de idade, não sabia muito bem no que pensar, mas depois, agradeci ao bom Deus.
A música Fuel foi o convite para conhecer a maior banda de rock de todos os tempos, sem qualquer exagero. As pessoas encaram os Loads e Garage negativamente. Não, o Metallica apenas quis mostrar que é melhor que os outros.
No dia 12 de Setembro de 2008, provou novamente. O 9º álbum de estúdio do Metallica, Death Magnetic, é uma soma de pedido de desculpas com soco no estômago – e até mesmo bolsa escrotal.
Como ter uma legítma “Morte Magnetica”? Com uma enchente causada por uma enxurrada de riffs? Ou morrer queimado pelos raios de uma tempestade de solos rápidos e intermitentes? Ou simplesmente, ser socado até o lapso das batidas do coração, que podem ser sentidas na primeira faixa do álbum, “That Was Just Your Life”...
Às viúvas de plantão vai um conselho e um aviso: Vocês perderam a chance de ficarem caladas, agora, terão que se curvar perante aos titãs do Metal.
Mas como nem tudo é perfeito, temos que admitir que a idade chegou para o nosso ilustre Lars Ulrich. Infelizmente, não conseguiu acompanhar Hetfield e Hammett, conseqüentemente, limitando Rob Trujillo, que foi muito bem.
Contudo, Death Magnetic merece um 9,5, e na descrição das faixas, ficará evidenciada essa nota... podem aumentar se quiser...
1) That Was Just Your Life
Podem ouvir isso? Sim, é o coração do Metallica pulsando forte, chamando-nos para uma faixa thrash-metal puro. Depois de um belo dedilhado, os riffs de Hetfield estão de volta com força e velocidade, somados ao solo louco de Hammett, com o seu Wah-wah inseparável, porém, com a sua velocidade característica. That Was Just Your Life, o primeiro soco no saco, ops, estômago.
2) The End Of The Line
Querem um socão, mas com estilo? Pois é... Riffs bem trabalhados e duelos de guitarra de Hammett e Hetfield, depois, Hammett debulha e vomita mais wah-wah com palhetadas loucas. Detalhe, essa faixa é de apaixonar. Peso, técnica e vocal... tudo o que uma grande música precisa. Sem contar na parte melódica, uma obra prima, que depois explode no grito de “The slave becomes the master”.
3) Broken, Beat & Scarred
Meu, mas que surra. Essa faixa vai se tornar sucesso absoluto, um dos hinos do álbum: “O que não te mata, te deixa mais forte”. Refrão que chama, riff arrastado e poderoso, seguido de solo bem trabalhado, e não menos rápido. Broken, Beat & Scarred vai ficar na cabeça da molecada e dos velhos fiéis como a queridinha desse álbum. “We die hard” !!!
4) The Day That Never Comes
Parece uma provocação do Metallica aos fãs antigos e viúvas do thrash. O dia chegou sim, meus amigos, o dia da redenção. Nessa faixa, o Metallica tira um pouco o pé, para depois por mais fundo ainda. Lembrando os clássicos como “Sanitaruim” e “Fade To Black, The Day That Never Comes é a Power fucking balad desse álbum. É o single, tem seu vídeo e vai fazer sucesso entre todos.
5) All Nightmare Long
Hetfield e Hammett, nós amamos vocês. Que riffs, que solos... All Nightmare Long postula ao título de melhor faixa do CD. Acho que não conseguirei traçar detalhes... riffs que mais parecem helicópteros, vocal urrante no melhor estilo Black Album, energia no melhor estilo Master of Puppets? Talvez... porém, acho que seres humanos comuns não são capazes de fazer isso. O Metallica é.
6) Cyanide
Um excelente ponto fraco do álbum. Apesar de não estar no nível das outras, Cyanide tem tudo pra ficar na boca da criançada. Acho que Hetfield e Ulrich pensaram nos seus filhos. O tema da letra é a morte, como em quase todo o álbum, mas é uma música mais bem trabalhada, onde Rob Trujillo se destaca, chegando a lembrar Cliff Burton em algumas partes. Kirk Hammett mostra que definitivamente está de volta, o solo é o ponto alto dessa faixa, somado ao refrão pegajoso. É uma boa pedida para a molecada.
7) The Unforgiven III
Achincalhada por muitos, mas defendida pela maioria. The Unforgiven III não remete em nada às outras duas, porém, possui muita qualidade em todos os aspectos. É uma música para ser escutada diversas vezes, para entrar no coração de cada um... Kirk Hammett, mais uma vez, brilhante.
8) The Judas Kiss
Outra faixa postulante ao trono do Death Magnetic. Acho que essa faixa pode ser considerada o tiro no pé de Dave Mustaine, Bruce Dickinson e etc... Aqui o Metallica enterra as outras bandas e mostra toda a sua força. James Hetfield esbanja habilidade vocal, num refrão que dá vontade de sair gritando na cara de todos na rua, em casa, no trabalho ou na faculdade. Kirk Hammett esbanja wah-wah-wah e velocidade nos solos dessa música espetacular. O ponto negativo fica por conta de Lars Ulrich, a idade chegou ao nosso batera chatão.
9) Suicide & Redemption
Pra que se mostrar hein, Metallica? Suicide & Redemption é talento puro. Hetfield e Hammett solam maravilhosamente bem, e Lars se redime nessa faixa. Mas o destaque pode ser dado a Trujillo, muito bem... temos um baixista. São quase 10 minutos dessa instrumental que soa como um: “chupem, otários”.
10) My Apocalypse
Ah, o Thrash-Metal... Pensem na guerra do Iraque, Afeganistão, ou as milícias na favela do Rio... pois é... My Apocalypse representa tudo isso e mais, encerra um dos melhores álbuns de todos os tempos. Riffs rápidos e solo criativo, fazem com que essa faixa também postule a favorita num consenso geral.