terça-feira, 16 de setembro de 2008

Review: Metallica - Death Magnetic

Eu sou um cara muito religioso, crente em Deus e que confia nos bens divinos. Quando eu ouvi o Metallica pela primeira vez, em 1997, quando tinha 9 anos de idade, não sabia muito bem no que pensar, mas depois, agradeci ao bom Deus.

A música Fuel foi o convite para conhecer a maior banda de rock de todos os tempos, sem qualquer exagero. As pessoas encaram os Loads e Garage negativamente. Não, o Metallica apenas quis mostrar que é melhor que os outros.

No dia 12 de Setembro de 2008, provou novamente. O 9º álbum de estúdio do Metallica, Death Magnetic, é uma soma de pedido de desculpas com soco no estômago – e até mesmo bolsa escrotal.

Como ter uma legítma “Morte Magnetica”? Com uma enchente causada por uma enxurrada de riffs? Ou morrer queimado pelos raios de uma tempestade de solos rápidos e intermitentes? Ou simplesmente, ser socado até o lapso das batidas do coração, que podem ser sentidas na primeira faixa do álbum, “That Was Just Your Life”...

Às viúvas de plantão vai um conselho e um aviso: Vocês perderam a chance de ficarem caladas, agora, terão que se curvar perante aos titãs do Metal.

Mas como nem tudo é perfeito, temos que admitir que a idade chegou para o nosso ilustre Lars Ulrich. Infelizmente, não conseguiu acompanhar Hetfield e Hammett, conseqüentemente, limitando Rob Trujillo, que foi muito bem.

Contudo, Death Magnetic merece um 9,5, e na descrição das faixas, ficará evidenciada essa nota... podem aumentar se quiser...

1) That Was Just Your Life

Podem ouvir isso? Sim, é o coração do Metallica pulsando forte, chamando-nos para uma faixa thrash-metal puro. Depois de um belo dedilhado, os riffs de Hetfield estão de volta com força e velocidade, somados ao solo louco de Hammett, com o seu Wah-wah inseparável, porém, com a sua velocidade característica. That Was Just Your Life, o primeiro soco no saco, ops, estômago.

2) The End Of The Line

Querem um socão, mas com estilo? Pois é... Riffs bem trabalhados e duelos de guitarra de Hammett e Hetfield, depois, Hammett debulha e vomita mais wah-wah com palhetadas loucas. Detalhe, essa faixa é de apaixonar. Peso, técnica e vocal... tudo o que uma grande música precisa. Sem contar na parte melódica, uma obra prima, que depois explode no grito de “The slave becomes the master”.

3) Broken, Beat & Scarred

Meu, mas que surra. Essa faixa vai se tornar sucesso absoluto, um dos hinos do álbum: “O que não te mata, te deixa mais forte”. Refrão que chama, riff arrastado e poderoso, seguido de solo bem trabalhado, e não menos rápido. Broken, Beat & Scarred vai ficar na cabeça da molecada e dos velhos fiéis como a queridinha desse álbum. “We die hard” !!!

4) The Day That Never Comes

Parece uma provocação do Metallica aos fãs antigos e viúvas do thrash. O dia chegou sim, meus amigos, o dia da redenção. Nessa faixa, o Metallica tira um pouco o pé, para depois por mais fundo ainda. Lembrando os clássicos como “Sanitaruim” e “Fade To Black, The Day That Never Comes é a Power fucking balad desse álbum. É o single, tem seu vídeo e vai fazer sucesso entre todos.

5) All Nightmare Long

Hetfield e Hammett, nós amamos vocês. Que riffs, que solos... All Nightmare Long postula ao título de melhor faixa do CD. Acho que não conseguirei traçar detalhes... riffs que mais parecem helicópteros, vocal urrante no melhor estilo Black Album, energia no melhor estilo Master of Puppets? Talvez... porém, acho que seres humanos comuns não são capazes de fazer isso. O Metallica é.

6) Cyanide

Um excelente ponto fraco do álbum. Apesar de não estar no nível das outras, Cyanide tem tudo pra ficar na boca da criançada. Acho que Hetfield e Ulrich pensaram nos seus filhos. O tema da letra é a morte, como em quase todo o álbum, mas é uma música mais bem trabalhada, onde Rob Trujillo se destaca, chegando a lembrar Cliff Burton em algumas partes. Kirk Hammett mostra que definitivamente está de volta, o solo é o ponto alto dessa faixa, somado ao refrão pegajoso. É uma boa pedida para a molecada.

7) The Unforgiven III

Achincalhada por muitos, mas defendida pela maioria. The Unforgiven III não remete em nada às outras duas, porém, possui muita qualidade em todos os aspectos. É uma música para ser escutada diversas vezes, para entrar no coração de cada um... Kirk Hammett, mais uma vez, brilhante.

8) The Judas Kiss

Outra faixa postulante ao trono do Death Magnetic. Acho que essa faixa pode ser considerada o tiro no pé de Dave Mustaine, Bruce Dickinson e etc... Aqui o Metallica enterra as outras bandas e mostra toda a sua força. James Hetfield esbanja habilidade vocal, num refrão que dá vontade de sair gritando na cara de todos na rua, em casa, no trabalho ou na faculdade. Kirk Hammett esbanja wah-wah-wah e velocidade nos solos dessa música espetacular. O ponto negativo fica por conta de Lars Ulrich, a idade chegou ao nosso batera chatão.

9) Suicide & Redemption

Pra que se mostrar hein, Metallica? Suicide & Redemption é talento puro. Hetfield e Hammett solam maravilhosamente bem, e Lars se redime nessa faixa. Mas o destaque pode ser dado a Trujillo, muito bem... temos um baixista. São quase 10 minutos dessa instrumental que soa como um: “chupem, otários”.

10) My Apocalypse

Ah, o Thrash-Metal... Pensem na guerra do Iraque, Afeganistão, ou as milícias na favela do Rio... pois é... My Apocalypse representa tudo isso e mais, encerra um dos melhores álbuns de todos os tempos. Riffs rápidos e solo criativo, fazem com que essa faixa também postule a favorita num consenso geral.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

We have Kiss??

Recebi uma informação muito, mas muito boa mesmo.

O KISS poderá se apresentar no Brasil, em Outubro.

Depois de Iron Maiden, Ozzy Osbourne e até Megadeth... é a vez desses "palhaços"???

 

SÓ FALTAM VOCÊS, METALLICA!!!

Why, Megadeth?

Recentemente, o Megadeth esteve numa turnê pelo nosso país. Mustaine e companhia estiveram presentes tocando boa parte dos seus sucessos... bem ou mal? Não sabemos.

Os shows no  sul e sudeste foram considerados verdadeiras lástimas. Mustaine entregue ao vício - aparentemente - parecia esquecer as letras e errava nos riffs, segundo alguns fãs.

Não escondo minha preferência pelo Metallica, mas o que estou vendo me entristece muito. O talento de Dave Mustaine foi destruído por ele mesmo. Sempre a "amaldiçoar" Hetfield e Ulrich, Mustaine agora amarga uma fase ruim.

Segundo ele, os problemas nos shows - falhas no som - são devido às trocas de técnicos de audio... seja por mortes, desistências, doenças, etc.

Odeio ter que dizer isso, mas acho que Mustaine está colhendo o que plantou. O Megadeth tem músicas fabulosas do ponto de vista instrumental e lírico, com letras marcantes, riffs rápidos e solos desconsertantes. Mas Mustaine caiu no mesmo erro que os seus ex-companheiros... entregou-se, em parte da carreira, ao comércio, somando-se ao seu sentimento vingativo contra os 'tallica.

O "United Abominations" é um bom álbum, com 3 músicas boas e 7 aceitáveis... destaque para uma nova versão de "A tout le monde" com a participação de Cristina Scabbia.

A turnê do Megadeth segue pela América Latina até dirigir-se à EUROPA. Vamos torcer para que Mustaine volte a pensar na banda dele e nos fãs.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Metallica: Death Magnetic

O que esperar do Metallica com esse novo álbum?

Bom, confiar nas revistas britânicas de Heavy Metal, e na Rolling Stone, pode não ser uma atitude muito inteligente. O mais correto, seria esperar pelos "Nove épicos e uma música", apelido dado por essas revistas.

O Metallica sempre surpreende os fãs, positivamente e negativamente, mas o que eu tenho ouvido está me deixando com muito medo. Não consigo crer na possibilidade de existir um álbum com as características de "... And Justice for All" e "Master of Puppets".

Segundo as revistas, as seis faixas ouvidas são tempestades de riffs progressivos e semi-progressivos, com gritos de wah-wah, imortalizados por Kirk Hammett, solos desconsertantes e vocal urrante, marca de Hetfield nos anos 80.

Sou avesso às criticas relacionadas ao St. Anger, da mesma forma que bater em bêbado não é mérito pra ninguém. No St. Anger, era uma banda esfacelada, sem rumo e quase sem o Hetfield (isso explica tudo). Agora, é uma banda revigorada, unida... um bando de coroas querendo fazer música como nunca fizeram antes.

É esperar pra ver... em Setembro.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Meu estoque de ódio acabou...

Metallica - Wasting My Hate
(James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich)



Good day, how do
And I send a smile to you
Don't waste, waste your breath
And I won't waste my hate on you

Ain't gonna waste my hate
Ain't gonna waste my hate on you
I think I'll keep it for myself
Ain't gonna give no more
Ain't got the time to help you score
I think it's time ya pleased yourself

Think you're worthy now
Think enough to even raise the brow
And to laugh and tip that two pronged crown
I see my hands, I see my feet
I feel that blood that pumps in beat
But where the hell's my mind goin' now?

But I'm so greedy when they say
(It's) better to give than to receive

Hate