terça-feira, 30 de outubro de 2007

O por quê de ser METALLICA!!!!!!! (Parte 2)

Em 1991 - mesmo ano de lançamento do Black Album - o Metallica partiu pra uma turnê sem fronteiras. Jás a maior banda de rock do mundo, uma legião de fãs do mundo inteiro esperava ansiosamente pela chegada dos ídolos em seus respectivos países.

O Metallica veio para o Brasil em 1993, com um mega-show no estádio Palestra Itália, para mais de 50.000 pessoas. Lembrando que a banda havia visitado o Brasil na turnê do álbum ... and justice for all, com shows pelo Brasil todo.

A turnê só conseguiu ser encerrada em 1995, para a produção do novo álbum. A partir daí uma pergunta ficou no ar: E agora, como manter-se no topo?

Para terem noção da grandeza que o Metallica atingiu, o Guns'n Roses pediu para entrar em turnê junto com os metaleiros, numa grande jogada de marketing.

Rumores davam como certo o lançamento de um álbum duplo, e que viria para revolucionar a música da época, e foi o que aconteceu.

Em 1996, foi lançado o Load, que acabou sendo um álbum simples (e não duplo) devido a extensa e ocupada agenda da banda. Para o rock em geral, o Load acabou sendo um álbum perfeito. Muito bem produzido, e com um som de qualidade, fizeram do Load um sucesso comercial, porém, os problemas começaram a surgir na vida do Metallica. Minha música nesse álbum: King Nothing.

A diferença vista na sonoridade foi algo incrível, absolutamente diferente das outras composições do Metallica. Os integrantes apareceram de cabelos curtos, e com um visual mais "pop".

Músicas muito boas é verdade, mas que fizeram com que os fãs mais antigos do Metallica se desiludissem, afirmando que os ídolos haviam se "vendido" pra mídia. Fato é, que o Metallica atingiu um público muito mais amplo, com músicas não tão pesadas, mas com letras marcantes, e a total mudança no estilo de James Hetfield, que passou de vocalista, a cantor, devido à aulas para reeducar a sua voz, que fora totalmente arrasada na turnê do Black Album.

Defendo com unhas e dentes o Metallica, pois tenho concepções diferentes dos fãs mais antigos. A mudança do estilo visual e musical, dá-se, na minha opinião, devido a uma série de fatores.


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Paternidade

Tornando-se pais, os integrantes da banda ganharam mais responsabilidade. Tinham algo mais pra zelar, e redefiniram algumas prioridades. O que afetou na música?? As composições, que ficaram bem menos agressivas, e muito mais românticas e humanistas.

Ego e Divergências

A guerra dos egos começou a se tornar um grave problema. A banda rachou-se em duas (internamente, claro): James e Jason x Lars e Kirk.
A mudança no visual e expansão do público-alvo foram alvo de críticas por James e Jason, que, tinham a opinião de que, se a música é boa, todos vão gostar, independente de ser pesada ou agressiva.
Lars e Kirk deram importância para o lado comercial, o que ocasionou no mal-estar.

Bob Rock

O produtor do Metallica, apesar de ser um excelente profissional, não tinha o "metal nas veias". Era muito didático e técnico. Técnica essa que não faltava ao Metallica, o que gerou mais um conflito.

James Hetfield

Tornou-se um cantor fabuloso e somado aos seus riffs poderosos na guitarra, James Hetfield se tornou o principal vocalista do metal.
Com a voz muito mais trabalhada, fruto de uma recuperação fantástica após o Black Album - que lhe tirou a voz -, James Hetfield se via no auge de sua perfomance técnica. Isso fez com que as músicas se adaptassem à sua voz, porém, o que se viu, foi uma melhora também nas músicas antigas, que mantiveram a sua agressividade, somadas ao poder vocal de Hetfield.

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Em meio a esse imbróglio, o Metallica viu-se na obrigação de acabar com polêmicas, e lançar um álbum com um perfil diferente.

No ano de 1997, o Metallica lança o Reload. Esse álbum nada mais é do que as músicas que não couberam no Load, com mais algumas adições e modificações. Fato é, que o som ficou mais pesado. As linhas vocais de Hetfield mantiveram-se em um excelente nível, os solos de guitarra de Kirk estavam com muitos efeitos, mas o dedilhado e a velocidade estavam presentes. Na bateria, Lars vivia uma boa fase, e Jason, no baixo, esteve discreto, como toda a sua carreira de estúdio no Metallica. Minha música nesse álbum: Fuel.

Algo que sempre foi contraditório na vida do Metallica, foi o seu relacionamento com os fãs. Após o Load e Reload, fãs antigos se diziam revoltados com a banda, mas, dados comprovam que o grupo/artista que levou mais público aos estádios e shows foi o Metallica, com média de mais de 60.000 pessoas. Estes fãs não souberam ver as mudanças que o Metallica sofreu através do tempo.

Cobram o mesmo estilo, desde 1983. Mas para músicos talentosos não se pode pedir a mesmisse. Comparações com a banda rival, Megadeth, do ex-guitarrista solo, Dave Mustaine, eram inevitáveis.


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Dave Mustaine saiu do Metallica em 1983, meses antes do lançamento do Kill'em All, devido a brigas com Lars Ulrich, criador da banda junto com Hetfield. O CD foi gravado por Kirk, que obteve sucesso em fazer os solos de Mustaine, e colocar o seu estilo no álbum. Dave assinou músicas como "The Four Horsemen", "Metal Militia", "Ride The Lightning" e "The Call of
Ktulu".

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continua.....

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